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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Diplomacia

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, recebe da presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber, o diploma que o habilita a assumir a Presidência — Foto: Evaristo Sá/AFP
(Evaristo Sá/AFP)

BOLSONARO E VICE RECEBEM DIPLOMAÇÃO DO TSE

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e o vice da chapa, o general Hamilton Mourão, receberam hoje de tarde a diplomação por parte do Tribunal Superior Eleitoral.

A solenidade oficial teve início as 16h27, durando quase uma hora. Estavam presentes também o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), do Senado, Eunício Oliveira (MDB), os ministros Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski e a presidente do TSE, ministra Rosa Weber. Da nova equipe ministerial, participouo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. Além dos filhos, Eduardo, Carlos e Flávio, e a futura primeira-dama, Michelle.

A campanha eleitoral de Bolsonaro se apoiou principalmente nas redes sociais. Ele teve de interromper a campanha de rua devido ao atentado que sofreu e, no horário eleitoral da TV, tinha somente 8 segundos a cada bloco de 12 minutos. Pelas redes sociais, ele fez discursos, pronunciamentos e manifestações tanto em mensagens como por meio de vídeos e transmissões ao vivo.

E no discurso em cadeia nacional, Bolsonaro disse que governará para todos os 210 milhões de brasileiros, sem distinção e não somente para os que nele votaram.

"Agradeço aos mais de 57 milhões de brasileiros que me honraram com o seu voto. Aos que não me apoiaram, peço a confiança para construirmos juntos um futuro melhor para o nosso país", disse.
Bolsonaro afirmou ainda que a "construção de uma nação mais justa e desenvolvida" exige a "ruptura com práticas que historicamente retardaram o nosso progresso".

"Não mais a corrupção. Não mais a violência. Não mais as mentiras. Não mais a manipulação ideológica. Não mais submissão do nosso destino a interesses alheios. Não mais mediocridade, complacente em detrimento do nosso desenvolvimento.", declarou.
O presidente eleito também declarou que a "pauta histórica" de reivindicações da população contempla "segurança publica e combate ao crime, igualdade de oportunidades com respeito ao mérito e ao esforço individual".

No dia 1 de janeiro, Bolsonaro, Mourão e toda a nova equipe, tomarão a posse definitiva como novos mandatários do país.

domingo, 2 de dezembro de 2018

Um México novo

Andrés Manuel López Obrador toma posse como novo presidente do México — Foto: Alfredo ESTRELLA / AFP
(Alfredo Estrella/AFP)

NOVO PRESIDENTE DO MÉXICO TOMA POSSE E CITA DESAFIOS

Eleito em julho com 53% dos votos, Andrés Manuel López Obrador, de 65 anos, tomou posse como novo presidente do México neste sábado. Conhecido em seu país pela sigla AMLO, ele quebra uma sequência de nove décadas de governos conservadores e centristas no país ao colocar no poder o partido esquerdista Movimento Regeneração Nacional (Morena).

"Eu prometo manter e proteger a Constituição Política dos Estados Unidos Mexicanos (...) e desempenhar leal e patrioticamente a posição de Presidente da República que o povo me concebeu de maneira democrática. Se eles me pedissem para resumir esse governo, eu diria: 'Acabar com a corrupção e a impunidade'. Mas essa nova etapa vamos iniciar sem perseguir ninguém, porque não apostamos no circo e na simulação", disse durante o juramento.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Exercício em cadeia

Pezão no quartel da PM onde está preso — Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo
(Fábio Motta/Estadão)

LUIZ FERNANDO PEZÃO É MAIS UM PRESO NA LAVA JATO

Lascou-se.

O Rio de Janeiro passa por turbulências em seus governos, e já não é de hoje.

Na quinta-feira, entrou-se na história do Estado ao presenciar o seu primeiro governador preso, em pleno exercício de seu mandato, mesmo há um mês de terminar. A Polícia Federal prendeu, por volta das 7h de ontem, Luiz Fernando Pezão (MDB). A força-tarefa da Lava Jato deu voz de prisão em pleno Palácio das Laranjeiras, residência oficial do chefe do estado.

Após tomar um banho em casa, ser servido com café com leite, pão e manteiga, Pezão foi levado até a uma unidade prisional da Polícia Militar em Niterói, onde encontra-se preso em uma sala especial. A prisão faz parte de mais um trabalho da PF, na chamada Boca de Lobo, nome de uma nova fase da Operação Lava Jato.

Além de Pezão, os secretários Iran Peixoto Junior, Affonso Monerrat Alves da Cruz (obras e governo, respectivamente) e o sobrinho do governador, Marcelo Santos Amorim, também foram presos na mesma manhã. Francisco Dornelles, vice-governador do Estado, de 83 anos, assume interinamente o governo, até a posse do novo governador eleito, Wilson Witzel (PSC), em 1 de janeiro.

Na avaliação da força-tarefa da Lava Jato, solto, o governador poderia atrapalhar a recuperação de valores e dissipar o patrimônio adquirido em decorrência de práticas criminosas e ilícitas.

HISTÓRIA

Luiz Fernando Pezão coroa seu conturbado governo carioca, iniciado em 2015 e marcado, entre uma série de denúncias, também por problemas de saúde que o fizeram se licenciar do cargo durante um mês.
Ele se tornou o quarto governador preso dos últimos cinco que exerceram o mandato. Pezão era vice de Sérgio Cabral, que governou RJ entre 2007 e 2014. Está preso desde 2016. Antes dele, foram presos Anthony Garotinho e sua esposa, Rosinha Matheus, que governaram entre 1999 e 2006. A exceção é Benedita da Silva, que governou entre abril e dezembro de 2002, quando Garotinho renunciou ao cargo para concorrer como presidente da República naquele ano. Tal eleição foi vencida por Luiz Inácio Lula da Silva. Que também está preso.

domingo, 28 de outubro de 2018

Os atos finais

Haddad promete fazer oposição e pede 'coragem' (Reprodução/TV Globo)

CANDIDATO DERROTADO, HADDAD PREZA POR "CORAGEM" À OPOSIÇÃO

Após confirmada a derrotada nas urnas, o candidato Fernando Haddad (PT) fez discurso aberto para a equipe partidária que o acompanhou junto a apuração dos votos, em um hotel de São Paulo.

Com a participação da vice da chapa, Manuela D´Avila (PC do B), além do ex-presidenciável Guilherme Boulos (PSOL), Haddad prezou pela agora ação oposicional por parte do PT, citando a tarefa de fazer a oposição e defender os pensamentos e liberdades dos mais de 45 milhões de brasileiros que não votaram no presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

Durante o discurso, Haddad afirmou que coloca a "vida à disposição desse país" e se dirigiu aos seus eleitores, pedindo a todos que "não tenham medo". Ele parafraseou o Hino Nacional e afirmou: "Verás que um professor não foge à luta, nem teme quem adora a liberdade à própria morte".

"Olhando nas ruas desse país em todas as regiões, eu senti uma angústia e um medo na expressão de muitas pessoas que às vezes chegavam a soluçar de tanto chorar. Não tenham medo. Nós estaremos aqui, nós estamos juntos, nós estaremos de mãos dadas com vocês, nós abraçaremos a causa de vocês. Contem conosco. Coragem. A vida é feita de coragem. Viva o Brasil", disse Haddad.

Foto: (Reprodução/TV Globo)Discurso de Bolsonaro - página 6 — Foto: Reprodução

BOLSONARO FAZ DISCURSO FOLHEADO APÓS VITÓRIA

Por fim, o lado vitorioso deste 28 de outubro de 2018. Jair Bolsonaro comemorou com amigos, assessores e parlamentares o anúncio da vitória eleitoral. Tudo isso foi em meio à mais uma transmissão (ou "live") via Facebook, atributo muito usado pelo candidato para a campanha eleitoral, enquanto o mesmo encontra-se em recuperação do atentado sofrido em Juiz de Fora em 6 de setembro, quando foi esfaqueado durante ato político.

Após as transmissões, fez um discurso aberto em frente a sua casa, na Barra da Tijuca, bairro carioca onde se concentrou a maior manifestação comemorativa do resultado, regidos aos gritos de "mito". Nele, leu em carta manual todo um discurso que preza pelas propostas e deveres a se cumprir, a partir do momento em que assumir a presidência nacional.

O discurso foi regido em 6 folhas de papel, terminado em letras garrafais com o lema que acompanhou a coligação do PSL: Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.

RESULTADO OFICIAL

Agora com 100% das urnas fechadas, temos o resultado final do segundo turno das Eleições. Veja como foi a vitória do deputado no geral:

JAIR BOLSONARO (PSL)
55,13%

57.797.416 votos válidos

FERNANDO HADDAD (PT)
44,87%

47.040.380 votos válidos

TOTAL: 115.932.464

90,43% votos válidos

BRANCOS
2,14% (2.486.589)

NULOS
7,43% (8.608.079)

ABSTENÇÕES
31.371.204 (21,30%)

Somados as abstenções, os votos brancos e nulos, este número superou a casa dos 30%, o maior índice sem voto definido desde as eleições de 1989, a primeira geral após a redemocratização.

Jair Bolsonaro venceu Fernando Haddad pelo placar de 16 Estados a 11, monopolizando as vitórias no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O pesselista ainda ganhou em mais lugares no Norte, perdendo somente no Pará e no Tocantins, o único Estado em que o petista virou o placar. Haddad manteve a superioridade absoluta no Nordeste, vencendo em todas as 9 unidades, incluindo agora o Ceará, onde Ciro Gomes (PDT) havia vencido no primeiro turno.

Em comparação às eleições de 2014, Dilma Rousseff (PT) venceu Aécio Neves (PSDB) por 15 Estados a 12, com 51,86% dos votos válidos, contra 48,14% do tucano, na eleição mais acirrada da história. Historicamente falando, apenas Fernando Henrique Cardoso (PSDB) conseguiu vencer as eleições presidenciais diretamente no primeiro turno. E por duas vezes, eleito em 1994 e reeleito em 1998.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Preso e derrocado

Marconi Perillo imagem de arquivo do dia 9 de fevereiro de 2018 — Foto: Reprodução

MARCONI PERILLO É PRESO DURANTE DEPOIMENTO À PF EM GOIÁS

Isso que é derrocada política.

O ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), foi preso esta tarde em Goiânia, enquanto prestava depoimento para a Polícia Federal. Isso se devia pela Operação Cash Delivery, que investiga pagamento de propinas em campanhas eleitorais. O advogado dele, Antônio Carlos Almeida (vulgo Kakay), afirmou ao G1 estar "perplexo".

A assessoria de comunicação da PF afirmou que Perillo continuou em depoimento até as 16h30, de onde saiu direto à prisão. O mandado é preventivo, ou seja, de tempo indeterminado. O político é suspeito de receber R$ 12 milhões em propinas de empreiteiras, para os pleitos eleitorais de 2010 e 2014, do qual ele foi eleito governador em ambos.

Marconi Perillo iniciou a carreira política em 1990, quando foi eleito deputado estadual. Quatro anos depois, virou federal.
Já em 1998 o tucano concorreu e ganhou o pleito para governador do estado, derrotando o atual prefeito Iris Rezende (MDB).

O político governou o estado por oito anos consecutivos, já que foi reeleito em 2002 e foi o chefe do executivo de Goiás até 2006. No ano seguinte ele foi eleito senador pelo estado e, neste mandato, chegou a ser vice-presidente da Casa.

Já em 2010, Perillo voltou a governar Goiás e foi reeleito em 2014, mesmo tendo sido citado na Operação Monte Carlo, em 2011, por ligações com o bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. No mês de abril de 2018 o político renunciou ao cargo para concorrer novamente a uma cadeira no Senado. E dessa vez, não ganhou nada, ficando apenas em quinto lugar na eleição deste domingo.
Três dias depois, foi preso.


sábado, 29 de setembro de 2018

Saída do hospital

Presidente do PSL, Gustavo Bebbiano, fala sobre a alta de Bolsonaro em frente ao hospital — Foto: Reprodução/TV Globo
(Gustavo Bebiano, presidente do PSL)

BOLSONARO RECEBE ALTA E DEIXA HOSPITAL EM SÃO PAULO

O candidato à Presidência, Jair Bolsonaro (PSL), recebeu alta na manhã deste sábado. Ele esteve internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, durante 23 dias, desde 7 de setembro. Isso foi um dia depois de sofrer uma facada no abdômen, durante ato de campanha e passar por cirurgia em Juiz de Fora (MG). Ele passou por mais duas cirurgias neste período.

Bolsonaro já se encontra no Rio de Janeiro, onde desembarcou durante a tarde. No avião, ficou numa divisão de vaias e aplausos.

Segundo o presidente do PSL, Gustavo Bebbiano, Bolsonaro está "plenamente recuperado". De acordo com o presidente da sigla, ele surpreendeu a todos os médicos, mas não tem condições de fazer campanha nas ruas.

"Ainda há uma fragilidade física que pode causar um retrocesso nessa recuperação, não haverá corpo a corpo. Campanha de rua ele está impossibilitado de fazer", disse Bebbiano em frente ao hospital.

PESQUISAS

Jair Bolsonaro segue liderando as pesquisas eleitorais. De acordo com levantamento do Datafolha divulgado ontem, os números se assimilam ao Ibope. O deputado federal está com 28%, enquanto Fernando Haddad (PT) apresentou crescimento, de 16 para 22%. Ciro Gomes (11%), Geraldo Alckmin (9%) e Marina Silva (5%) encabeçam a pesquisa.

sábado, 15 de setembro de 2018

Solto na meia-noite

BETO RICHA É SOLTO POR GILMAR MENDES

Não durou muito mais do que 24 horas a prisão de Beto Richa (PSDB). O ex-governador e candidato ao Senado teve soltura concedida, por despacho do ministro do STF, Gilmar Mendes. Ele deixou a prisão em Curitiba nesta madrugada, juntamente com sua mulher, Fernanda Richa, e outras 13 pessoas.

Beto Richa é suspeito de integrar um esquema de propina, segundo o Ministério Público, em direcionamento de licitações de empresas, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça. Ele é considerado chefe de organização criminosa, por um suposto desvio de 70 milhões de reais para manutenção de obras rurais.

"O que fizeram comigo é uma crueldade enorme, não merecia o que aconteceu. Estou de cabeça erguida. Continuo respondendo a todas as acusações", afirmou.

O ex-governador disse que o povo do Paraná conhece a história política dele e da família. Richa se disse cansado, mas garantiu que vai retornar a campanha que faz ao Senado. Ele está em segundo lugar, de acordo com as últimas pesquisas.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Mais um na cadeia!

Beto Richa foi preso nesta terça-feira (11) — Foto: Reprodução/RPC


EX-GOVERNADOR DO PARANÁ, BETO RICHA É PRESO

O ex-governador paranaense Beto Richa, atualmente candidato ao Senado pelo PSDB, foi preso na manhã de hoje em Curitiba, em ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Beto Richa é alvo de duas operações, uma do Ministério Público do Paraná e a outra, claro, da Polícia Federal, que deflagrou a 53° fase da Operação Lava Jato. Ele foi govenardor do Paraná desde janeiro de 2011, e deixou o cargo em abril deste ano, para concorrer ao Senado. Aparecia como segundo lugar nas pesquisas eleitorais divulgadas na última semana, com 28% das intenções de voto. Nas eleições anteriores, se elegeu governador sempre no primeiro turno.

A defesa de Beto Richa informou, por meio de nota que, até agora não sabe qual a razão das ordens judiciais e que ainda não teve acesso à investigação.
"Ele está muito bem, aguardando sereno. Sempre se dispôs a prestar qualquer esclarecimento à Justiça e também ao Gaeco. Não há razão para esse procedimento, inclusive, especialmente em período pré-eleitoral", afirmou a advogada do ex-governador, Antônia Lélia.

Um habeas corpus foi proferido durante a tarde, mas ele já foi negado.

Batizada de "Piloto", a 53ª etapa da Lava Jato cumpriu 36 mandados judiciais em Salvador (BA), São Paulo (SP), Lupionópolis (PR) Colombo (PR) e Curitiba (PR).

O codinome "Piloto", de acordo com a força-tarefa da Lava Jato, se refere a Beto Richa na planilha da Odebrecht.

A investigação apura um suposto pagamento milionário de vantagem indevida em 2014 pelo setor de propinas da Odebrecht em favor de agentes públicos e privados no Paraná, em contrapartida ao possível direcionamento do processo licitatório para investimento na duplicação, manutenção e operação da PR-323.

Novidades nas eleições

FERNANDO HADDAD ASSUME OFICIALMENTE A CANDIDATURA DO PT

O Jornal da Internet começa, de maneira oficial, a cobertura das Eleições Presidenciais de 2018. Mesmo que já tenha se noticiado fatos políticos extra-importantes, como a impugnação da candidatura de Lula e mais o atentado contra Jair Bolsonaro, agora as eleições para a corrida rumo ao Planalto ganham as manchetes aqui. Teremos pesquisas e tudo.

A notícia de hoje é a confirmação oficial, por parte do Partido dos Trabalhadores, de que Fernando Haddad será oficialmente candidato à presidente. Ele assume a chapa que tinha o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como titular. Lula teve sua candidatura barrada pelo TSE no último dia 31, e hoje era o último dia do prazo final para o partido anunciar formalmente tal mudança, sob pena de ficar fora da concorrência em caso de descumprimento. Lula cumpre pena em prisão federal em Curitiba, desde abril, após condenação em segunda instância de 12 anos e 1 mês de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Fernando Haddad assume a candidatura, em condição a crescer nas pesquisas eleitorais. Ele foi Ministro da Educação no governo Dilma Rousseff até 2012. Quando saiu, partiu para concorrer à Prefeitura de São Paulo, e venceu. Foi candidato à reeleição no ano retrasado, perdendo no primeiro turno para João Dória (PSDB), que agora é candidato a governador no Estado paulista.


quinta-feira, 6 de setembro de 2018

CRIME E ATENTADO POLÍTICO

URGENTE

JAIR BOLSONARO SOFRE ATAQUE EM ATO POLÍTICO EM MINAS GERAIS

Uma notícia urgente e preocupante para preencher o noticiário da corrida presidencial e as páginas políticas, pelo imponderável e ridículo ato de brigas por políticas e partidos.

O deputado federal e candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL-RJ), foi atacado agora a tarde em ato político em Juiz de Fora, MG. Um homem, identificado como Adélio Bispo de Oliveira, o atacou com uma faca, perfurando parte do intestino de Bolsonaro, que prontamente seguiu o golpe enquanto era carregado por simpatizantes no ato.

O corte foi até certo ponto superficial, na região do abdômen. O candidato foi atendido com urgência e operado às pressas, aparentemente com sucesso pelos médicos. No entanto, houve uma hemorragia interna, e Jair precisou de nova operação para conter a crise hemorrágica. Até o momento, boletins médicos informavam que seu estado de saúde era grave, porém estável, não estando em risco de morte.



sexta-feira, 31 de agosto de 2018

IMPUGNADA

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ELEIÇÕES 2018

CANDIDATURA DE LULA É BARRADA NO TSE

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não será mesmo candidato nas Eleições Presidenciais de 2018.

O ex-presidente, mesmo preso e que era o titular da chapa lançada pelo Partido dos Trabalhadores, teve a candidatura indeferida (impugnada) em votação extraordinária dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral, na noite desta sexta.

O PLACAR FINAL FOI ATUALIZADO NESTA MADRUGADA, POR 6 VOTOS A 1 A FAVOR DO VETO À CANDIDATURA.

Votaram contra a candidatura os ministros Luís Roberto Barroso, Jorge Mussi, Og Fernandes, Admar Gonzaga, Tarcísio Vieira e a presidente do TSE, Rosa Weber. Somente Edson Fachin votou a favorda candidatura, seguindo uma diretriz da ONU, favorável a um preso político.

Lula está cumprindo a pena de 12 anos e 1 mês de prisão desde 7 de abril, em Curitiba, por conta do caso do tríplex no Guarujá, em âmbito da Operação Lava Jato. Embora caiba recurso contra o resultado desta votação, agora o PT terá um prazo de 10 dias para, obrigatoriamente, lançar uma nova chapa eleitoral. Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e então vice dessa chapa, assumirá a titularidade como candidato à Presidência. Manuela D´Avila, do PC do B, assume como vice.

O horário eleitoral obrigatório, que começou a ser veiculado hoje, também sofrerá alterações nos progametes do PT, que terá de excluir imagens que exibem Lula na condição de candidato.

As eleições deste ano estão marcadas para os dias 7 e 28 de outubro.


sábado, 25 de agosto de 2018

Adeus na política

Senador John McCain morre aos 81 anos com tumor nos EUA (Divulgação/Senado dos EUA)

MORRE O SENADOR JOHN MCCAIN AOS 81 ANOS

Morreu agora a noite, no Arizona, o senador republicano John McCain, de 81 anos, vítima de um tumor no cérebro. O seu escritório divulgou um comunicado sobre o falecimento. Ele faria 82 anos nesta quarta-feira.

A doença se tornou pública no ano passado, e recentemente McCain se afastou do Senado. Nesta semana mesmo, havia anunciado, por meio de sua família, que não prosseguiria mais com o tratamento contra o câncer.


John McCain teve um trabalho proeminente na política dos Estados Unidos, com os anos de Senador e de outras defesas republicanas. Seu maior momento, no entanto, foi em 2008, quando concorreu ao máximo poder de presidente do país. Perdeu na disputa para o democrata Barack Obama. Mesmo no partido republicano, era atualmente um crítico do governo do atual mandatário, Donald Trump.



quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Para todos os efeitos

MANDATO DE PAULO MALUF É OFICIALMENTE CASSADO

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados definiu, em reunião de ontem, a perda de mandato de deputado federal de Paulo Maluf, do Progressistas de SP.

A decisão foi por unanimidade, feita apenas na terceira reunião. As duas anteriores, que tinham sido feitas semanas atrás, não tiveram um consenso final sobre o caso. Maluf foi condenado pelo STF no ano passado a sete anos e nove meses de prisão, por lavagem de dinheiro. O crime se precedeu quando ele ainda era prefeito de São Paulo, na década retrasada.

O agora ex-deputado chegou a ficar preso na sede da Papuda, em Brasília, no fim do ano passado. Por motivos de problemas de saúde, passou a cumprir a pena em regime domiciliar. Ele está com 86 anos.


quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Do plenário para a câmara

AÉCIO SURPREENDE E DIVULGA QUE VAI CONCORRER NA CÂMARA

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) anunciou em nota oficial uma decisão inesperada para muitos entendedores políticos. Ele desistiu de se reeleger ao plenário do Senado, e partirá para concorrer à Câmara dos Deputados.

No texto, Aécio afirma que tomou a decisão "com a responsabilidade daqueles que sempre colocaram os interesses de Minas acima de qualquer projeto pessoal". Ele cita "ataques violentos e covardes" dos quais tem sido alvo, mas ressalta que "a verdade prevalecerá e com ela restará provada a correção de todos os meus atos".

Do ano passado para cá, Aécio encontra-se enfraquecido envolto as inúmeras denúncias sofridas de corrupção, seja pela Operação Lava Jato ou pela delação premiada da JBS que o afastou do Senado, e também culminou em sua saída da presidência do PSDB. O mineiro vai então para uma inédita concorrência como deputado federal.
Ele foi candidato a presidente em 2014, sendo derrotado por Dilma Rousseff (PT), no segundo turno. Também mineira, a petista, que possivelmente concorrerá ao Senado, viria a sofrer impeachment dois anos depois.


domingo, 8 de julho de 2018

IMBRÓGLIO JURÍDICO

(Paulo Whitaker/REUTERS)

DOMINGO É MARCADO POR CONFUSÃO DE SOLTA E VOLTA PARA LULA

Era para ser um domingo calmo sem futebol, mas as notícias internacionais ganharam destaque com o caso dos meninos da Tailândia. E por aqui, a política brasileira não fez por menos e roubou a cena.

Ou melhor dizendo, advogados roubando a cena. Foi por conta do desembargador e plantonista Rogério Favreto, do TRF4 de Porto Alegre, que determinou a saída do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da cadeia, no final da manhã, desencadeando uma confusão jurídica. Lula estaria, então, solto. O petista encontra-se na cadeia da sede da Polícia Federal de Curitiba, desde 7 de abril. Aliás, o Tribunal Regional em questão foi o mesmo que julgou e condenou, em segunda instância, o ex-presidente a 12 anos e um mês de prisão.

Mas as 14h20, essa liminar caiu, por conta do relator da Lava Jato em exercício. Gebran Neto determinou que Lula continue na cadeia. O juiz Sérgio Moro, que interrompeu suas férias nos Estados Unidos, questionou a competência de Favreto para desembargar no caso. E não parou por aí.

Fraveto voltou a determinar a soltura no fim da tarde, numa nova liminar, pedindo para que o mandato fosse cumprido em uma hora. E deu nada. Na noite, Lula permanece de novo na cadeia. Dessa vez, a nova liminar foi de parte do desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores.

As alegações de Rogério Fraveto para a soltura incluía no direito de que Lula, em caso de se pré-candidatar a presidência nas eleições deste ano, tivesse como competir em igualdade com os demais candidatos. Isso foi denominado "fato novo". O pedido de habeas corpus havia sido protocolado por três deputados federais do Partido dos Trabalhadores (PT). Favreto foi filiado do partido por 20 anos.

Vamos ver se ao longo dessa semana continua havendo desdobramentos do caso Lula.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

"Joaquinizou"

(Facebook)

EXCLUSIVO: DATENA VAI DESISTIR DE CONCORRER AO SENADO

O Jornal da Internet iria futuramente noticiar o início das campanhas para as Eleições 2018, que teriam alguns nomes famosos de candidatos. Entre eles, o apresentador José Luiz Datena, nome comentado para a disputa de Senador, pelo DEM (Democratas).

Bem, não mais, e a notícia é exclusiva na blogosfera!
De acordo com a colunista Monica Bergamo, por meio do também jornalista Anderson Cheni, Datena desistiu de concorrer na disputa pelo Estado de São Paulo como senador. O apresentador, que deve retomar os trabalhos na TV e na Rádio Bandeirantes, havia se apresentado como candidato na semana passada, contando inclusive com a participação de João Dória (PSDB), ex-prefeito de São Paulo que irá concorrer este ano como governador.

Datena havia afirmado nesta semana que, na condição de candidato, poderia desistir "se alguém o tirasse do sério", usando o termo "joaquinizar", em alusão a desistência do ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, para concorrer a presidência do país. Foi por pedidos de sua mulher para a desistência.

Dito e feito. O anúncio oficial deve sair nos jornais e na TV amanhã. Datena já estará de volta ao comando dos programas na Band, como "Brasil Urgente" e "Agora é com Datena", este aos domingos. No último, foi comandado pelo seu filho, Joel Datena, com o nome alterado para "Agora é Domingo". O programa, que chegou a ter seis horas de duração no começo, ficou com apenas um terço desse tempo.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Livre outra vez

STF MANDA SOLTAR JOSÉ DIRCEU

Por 3 votos a 1, a Segunda Turma do Superior Tribunal Federal decidiu nesta terça por soltar o ex-ministro José Dirceu, que deixará a prisão pela segunda vez em um ano.

Condenado a 30 anos e 9 meses de prisão por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Operação Lava Jato, ele já havia começado a cumprir a pena neste ano.

A proposta de libertar José Dirceu partiu do ministro Dias Toffoli e foi seguida pelos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. O único a votar contra foi Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF. Celso de Mello estava ausente na sessão e não participou do julgamento.

Toffoli defendeu a libertação de forma liminar (provisória) porque considera que há "plausibilidade jurídica" em um recurso da defesa apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), de segunda instância.

O ministro considerou que a pena de Dirceu pode ser reduzida nas instâncias superiores – o STJ e o próprio STF – e, por isso, propôs a soltura.

Isso não altera a jurisprudência do STF que permite a execução provisória após condenação em segunda instância, mas cria uma exceção, que pode ser aplicada também a outros casos individualmente.

A decisão de soltar Dirceu ocorreu mesmo após um pedido de vista de Edson Fachin, que pediu vista (mais tempo para analisar o caso). Toffoli então propôs a soltura em caráter liminar (provisório), a pedido da defesa. Essa decisão, em tempo, pode afetar um futuro julgamento de recurso no caso do ex-presidente Lula, que tinha julgamento parecido marcado nesta semana, mas foi desmarcado por enquanto. O STF entrará em recesso durante todo o mês de julho. E este julgamento de hoje é o último desse semestre.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Mais condenação

(Ailton Freitas/O GLOBO)

EDUARDO CUNHA É CONDENADO A MAIS 24 ANOS DE CADEIA

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, condenou os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves no processo em que os dois foram denunciados por desvios de dinheiro do Fundo de Investimento (FI) do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), administrado pela Caixa Econômica Federal. Cunha foi condenado a 24 anos e dez meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional. Henrique Eduardo Alves foi condenado a oito anos e oito meses de prisão por lavagem de dinheiro. Contudo, foi absolvido por suposto crime de corrupção.

Vallisney determinou ainda que Cunha devolva à União R$ 7 milhões a título de reparação de danos causados aos cofres públicos. Henrique Eduardo Alves terá que pagar R$ 1 milhão. Um das bases da condenação diz respeito ao desvio de dinheiro destinado às obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. Odebrecht, OAS e Carioca Engenhariam teriam acertado o pagamento de mais de R$ 50 milhões para Cunha, conforme a delação do empresário Ricardo Pernambuco. As obras foram financiadas com recursos do FGTS que, por lei, devem ser aplicados prioritariamente em saneamento básico.


quarta-feira, 23 de maio de 2018

O próximo

(Wikipédia)

EX-TESOUREIRO DE LULA TEM PRISÃO DECRETADA POR MORO

O ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, teve prisão decretada nesta quarta pelo juiz Sérgio Moro. A pena é que ele comece a cumprir 6 anos de prisão em segunda instância, pelo TRF-4 de Porto Alegre.

Delúbio, que era tesoureiro do partido na época em que Luiz Inácio Lula da Silva era o presidente da República, pediu nesta noite para não ser preso, em despacho ao Supremo Tribunal Federal. O caso será analisado pelo ministro Edson Fachin.

Desde 2016, o Supremo entende que a pena pode começar a ser executada logo, uma vez que todos os recursos possíveis já foram negados.


Tucano na cadeia

Ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB) dentro da delegacia em Belo Horizonte, após ser preso (Foto: Saulo Luiz e Frederico Dávila/TV Globo)
(Saulo Luiz/TV Globo)

EX-GOVERNADOR DE MG, EDUARDO AZEREDO SE ENTREGA E É PRESO

Após todos os recursos negados em última instância, terminou a liberdade de Eduardo Azeredo (PSDB). O ex-governador e ex-senador se entregou hoje à tarde em uma delegacia de Belo Horizonte e foi preso. Trata-se do primeiro político do partido a ser detido no caso do "mensalão tucano".

Azeredo começará a cumprir a pena de 20 anos, após condenação em segunda instância, por peculato e lavagem de dinheiro. O político chegou a Delegacia de Polícia Civil Sul de BH, acompanhado de um dos filhos e de um dos advogados. Entraram em seguida em um dos carros da polícia civil.

O caso deste mensalão se deu ainda em 1998, quando o tucano teria desviado recursos para sua campanha eleitoral, na qual lutava pela reeleição ao governo de Minas Gerais. Foi derrotado por Itamar Franco (PMDB) no segundo turno daquele ano. Depois do governo, se lançou ao Senado, onde ficou entre 2003 a 2011, para depois assumir um posto de deputado federal, onde renunciou ao cargo em fevereiro de 2014.